<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259</id><updated>2012-02-16T06:52:50.903Z</updated><title type='text'>pensoblogexiste</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-7962945228932963881</id><published>2011-06-13T18:04:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T18:06:03.099+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 19px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;em&gt;Sobre Fernando Pessoa&lt;/em&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;tt&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;big&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; "&gt;“Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o vinho pondo palavras no lugar de palavras, fez versos como os versos se fazem, isto é, arrumando palavras de uma certa maneira. Começou por se chamar Fernando, pessoa como toda a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento iminente de um super-Camões, um Camões muito maior do que o antigo, mas, sendo uma criatura conhecidamente discreta, que soia andar pelos Douradores de gabardina clara, gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele próprio. Ainda bem. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um Camões maior, e ele estava de reserva para ser Fernando Pessoa, fenômeno nunca antes visto em Portugal. Naturalmente, a sua vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós que são iguais mas não se repetem, por isso não surpreende que em um desses, ao passar Fernando diante de um espelho, nele tivesse percebido, de relance, outra pessoa. Pensou que havia sido mais uma ilusão de óptica, das que sempre estão a acontecer sem que lhes prestemos atenção, ou que o último copo de aguardente lhe assentara mal no fígado e na cabeça, mas, à cautela, deu um passo atrás para confirmar se, como é voz corrente, os espelhos não se enganam quando mostram. Pelo menos este tinha-se enganado: havia um homem a olhar de dentro do espelho, e esse homem não era Fernando Pessoa. Era até um pouco mais baixo, tinha a cara a puxar para o moreno, toda ela rapada. Num movimento inconsciente, Fernando levou a mão ao lábio superior, depois respirou com infantil alívio, o bigode estava lá. Muita coisa se pode esperar de figuras que apareçam nos espelhos, menos que falem. E como estes, Fernando e a imagem que não era sua, não iriam ficar ali eternamente a olhar-se, Fernando Pessoa disse: ‘Chamo-me Ricardo Reis.’ O outro sorriu, assentiu com a cabeça e desapareceu. Durante um momento, o espelho ficou vazio, nu, mas logo a seguir outra imagem surgiu, a de um homem magro, pálido, com aspecto de quem não vai ter muita vida para gozar. A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o primeiro, porém não fez qualquer comentário, só disse: ‘Chamo-me Alberto Caeiro.’ O outro não sorriu, acenou apenas, frouxamente, concordando, e foi-se embora. Fernando Pessoa deixou-se ficar à espera, sempre tinha ouvido dizer que não há dois sem três. A terceira figura tardou uns segundos, era um homem do tipo daqueles que têm saúde para dar e vender, com o ar inconfundível de engenheiro diplomado em Inglaterra. Fernando disse: ‘Chamo-me Álvaro de Campos’, mas desta vez não esperou que a imagem desaparecesse do espelho, afastou-se ele, provavelmente cansado de ter sido tantos em tão pouco tempo. Nessa noite, madrugada alta, Fernando Pessoa acordou a pensar se o tal Álvaro de Campos teria ficado no espelho. Levantou-se, e o que estava lá era a sua própria cara. Disse então: ‘Chamo-me Bernardo Soares’, e voltou para a cama. Foi depois destes nomes e alguns mais que Fernando achou que era hora de ser também ele ridículo e escreveu as cartas de amor mais ridículas do mundo. Quando já ia muito adiantado nos trabalhos de tradução e de poesia, morreu. Os amigos diziam-lhe que tinha um grande futuro à sua frente, mas ele não deve ter acreditado, tanto que decidiu morrer injustamente na flor da idade, aos 47 anos, imagine-se. Um momento antes de acabar, pediu que lhe dessem os óculos: ‘Dá-me os óculos’, foram as suas formais e finais palavras. Até hoje nunca ninguém se interessou por saber para que os quis ele, assim se vêm ignorando ou desprezando as últimas vontades dos moribundos, mas parece bastante plausível que a sua intenção fosse olhar-se num espelho para saber quem finalmente lá estava. Não lhe deu tempo a parca. Aliás, nem espelho havia no quarto. Este Fernando Pessoas nunca chegou a ter verdadeiramente a certeza de quem era, mas por causa dessa dúvida é que nós vamos conseguindo saber um pouco mais quem somos.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/big&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;hr   style="font-size: medium; "&gt;&lt;p align="center" style="font-size: medium; "&gt;&lt;tt&gt;&lt;span &gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; SARAMAGO, José. Cadernos de Lanzarote. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. pp. 642-644&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-7962945228932963881?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/7962945228932963881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=7962945228932963881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/7962945228932963881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/7962945228932963881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2011/06/sobre-fernando-pessoa-era-um-homem-que.html' title=''/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-9037446156684532791</id><published>2008-05-12T15:13:00.005+01:00</published><updated>2008-12-11T09:00:57.516Z</updated><title type='text'>A insustentável leveza... da sensatez!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FLk2T0_sbbQ/SChSp0GJhxI/AAAAAAAAAAo/8tVT8BjftgI/s1600-h/monarca_principezinho.gif"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199496648111785746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FLk2T0_sbbQ/SChSp0GJhxI/AAAAAAAAAAo/8tVT8BjftgI/s200/monarca_principezinho.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há dias em que parece que nos pedem o impossível. Toda a gente quer tudo, muito e para ontem. Há quem diga que não há impossíveis. Há quem diga que o impossível reside apenas na nossa vontade. Mas na verdade, coisas há que nem mesmo a muita vontade basta para que se tornem possíveis de concretizar. Será, então, absurdo pedir que... Sejam razoáveis?!?&lt;br /&gt;Atentemos e reflictamos um pouco sobre este excerto d´O Principezinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu desejava ver um pôr-do-sol... Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis."&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora... vale a pena pensar nisto!&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Pinto&lt;br /&gt;12 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pode ver toda a história em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.triplov.com/walkyria/saint_exupery/capitulo10.htm" target="_blank" onclickcleaned="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.triplov.com/walkyria/saint_exupery/capitulo10.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-9037446156684532791?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/9037446156684532791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=9037446156684532791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/9037446156684532791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/9037446156684532791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2008/05/insustentvel-leveza-da-sensatez.html' title='A insustentável leveza... da sensatez!'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FLk2T0_sbbQ/SChSp0GJhxI/AAAAAAAAAAo/8tVT8BjftgI/s72-c/monarca_principezinho.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-2189305154872832050</id><published>2007-10-23T11:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T11:14:07.295+01:00</updated><title type='text'>1º ANIVERSÀRIO</title><content type='html'>NO PASSADO DIA 12 DE OUTUBRO, O pensoblogueexiste FEZ UM ANO. A TODOS OS QUE O VISITARAM E/OU VISITAM.. MUITO OBRIGADO... VÃO APARECENDO E DEIXEM OS VOSSOS COMENTÁRIOS :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-2189305154872832050?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/2189305154872832050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=2189305154872832050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/2189305154872832050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/2189305154872832050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2007/10/1-aniversrio.html' title='1º ANIVERSÀRIO'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-4812445710762671254</id><published>2007-09-27T19:51:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T09:00:57.765Z</updated><title type='text'>O Senhor das Uvas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É fim de Verão. O Outono já espreita e com ele a languidez de dias que diminuem. Uma toalha de praia esquecida ainda tem o cheio do mar, da areia, das algas, do protector solar. Os dias menos quentes. Também não são frios… Suspiramos o fim do verão e sentimo-nos nostálgicos quando a noite chega sem aviso. Ainda é tão cedo! E já está a Escurecer!... O fim de tarde é dourado pela mistura da luz do Sol, que entretanto se esconde, e de algum candeeiro mais zeloso do seu dever, que resolve adiantar-se na sua função …&lt;br /&gt;De repente ouvem-se vozes na rua. Muitas vozes. Muita gente... atarefada… e ao mesmo tempo sente-se alegria na sua voz. É gente do campo. Regressam das vindimas. Não resisto e corro à janela. Espreito… Um carro puxado por vacas avança lentamente, ultrapassando com dificuldade o paralelo da rua. O ritmo desajeitado dos animais e a incerteza do calceteiro que combinou o paralelo fazem o carro tremer. O grande tonel que vai em cima dele estremece e faz ranger as cordas que o seguram. As uvas, que mal se seguram dentro daquele, saltam a cada estremecimento… as crianças aproximam-se… atiro-lhes um cacho. Sou eu que vou em cima do carro?!? Estou segurar-me com dificuldade para não cair entre abanões… sinto-me o rei … o Senhor das Uvas… toda aquela gente com ar de tarefa cumprida segue atrás do carro, ainda de tesoura de podar em punho. À frente o meu avô conduz as vacas, o carro… e todos os que o seguem… e eu vou em cima. Pequeno, uma criança, mas Rei… O reinado dura apenas o tempo da viagem entre a quinta e o lagar… Mas as crianças não se importam de ser Reis, mesmo que seja por pouco tempo…&lt;br /&gt;Regresso do mundo das memórias… Já não sou a criança… já não vou às vindimas há mais anos do que aquele que tinha quando era o Senhor das Uvas… Mas em cima da mesa, como então, estão os doces e compotas que a minha avó (a avó Rosa… e sempre ela) ainda faz. Foi a cor avermelhada da marmelada caseira, o cheiro do doce de cabaça, que me fizeram recuar no tempo… um passado mais longínquo a cada dia, e sempre tão presente na minha memória.&lt;br /&gt;Foste tu!... Foste tu quem reparou na cor da marmelada e me chamou à atenção. – Ah! É tão vermelha! – Levanto a cabeça e olho para ti. Sinto o meu coração encher-se de felicidade… ah! Estás aí! – (Penso para comigo… que bem que me fazes… como te amo…) - Toma! - Estendo-te mais uma fatia de pão com queijo e doce. Tu sorris… com os olhos… com os lábios… e eu, vaidoso, sorrio por dentro…&lt;br /&gt;Faz-se um silêncio momentâneo… e de repente sai-me pela boca, em tom de brincadeira, como quem tem medo que a verdade se encavaque, pela pudicícia de se ver assim exposta:&lt;br /&gt;- Um dia… ainda te peço em casamento!&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114961899775145778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="240" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FLk2T0_sbbQ/Rvv-v2PBNzI/AAAAAAAAAAM/CIcxjq18IJI/s320/ferias+caparica+algarve+139.jpg" width="323" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-4812445710762671254?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/4812445710762671254/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=4812445710762671254' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/4812445710762671254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/4812445710762671254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2007/09/o-senhor-das-uvas.html' title='O Senhor das Uvas'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FLk2T0_sbbQ/Rvv-v2PBNzI/AAAAAAAAAAM/CIcxjq18IJI/s72-c/ferias+caparica+algarve+139.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-6324502493152033361</id><published>2007-03-25T15:20:00.000+01:00</published><updated>2007-03-25T15:29:27.205+01:00</updated><title type='text'>Tela Negra de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São enigmáticos os caminhos de Deus.&lt;br /&gt;Mas Ele sabe. Ele pinta a tela do nosso destino. Usa as suas próprias tintas de pigmentos misteriosos e indecifráveis. Pinta sob uma tela que nos oferece no dia em que nascemos e nos desafia a percorre-la. É uma tela negra que se revela a cada dia, em cada momento… É uma missão arrojadiça com que nos deparamos.&lt;br /&gt;São caminhos entrecortados e repletos de dicotomias. Parece-nos que temos de escolher por onde ir… e escolhemos, convictos de que estamos a traçar o nosso destino. Mas é um equívoco. O caminho está traçado desde o início. O final é conhecido, mas só por Ele. A nós cabe o emprazamento de descobrir e de aprender com cada meandro nebuloso dessa jornada.&lt;br /&gt;Palmilhamos muitas vezes veredas sombrias e solitárias. Assustadoras, por vezes. Sentimo-nos perdidos e sozinhos, assustados. E quando O começamos a odiar, quando caímos prostrados de joelhos, blasfemamos, e lavados em lágrimas perguntamos “Porquê?!?... Porque me pões assim à prova?!?” …&lt;br /&gt;Ele não responde. Ele nunca responde! Ele apenas revela… E cabe a nós compreender o novo ensinamento, e do novo soerguer o corpo e o espírito para encetar nova caminhada. Mais humildes, mais resignados perante a evidência de que somos apenas um laivo na nossa própria tela.&lt;br /&gt;Resta-nos acreditar que é nesses momentos de sombria e nebulosa solidão, em que nos sentimos abandonados num caminho que temos de percorrer sozinhos, que somos secretamente carregados ao colo por anjos. E estes, por sua vez, só o fazem para que não desperdicemos tempo caminhando apenas, mas sim a estudar a fórmula que permite anunciar a tela negra que Deus para nós pintou.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hugo Pinto – Março de 2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-6324502493152033361?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/6324502493152033361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=6324502493152033361' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/6324502493152033361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/6324502493152033361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2007/03/tela-negra-de-deus.html' title='Tela Negra de Deus'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-116689838143234038</id><published>2006-12-23T18:22:00.000Z</published><updated>2006-12-26T21:11:11.270Z</updated><title type='text'>Bolha de Sabão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Somos bolhas de sabão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Somos todos bolhas de sabão, que voam aleatórias pelo ensejo do destino. Feitas por Deus, o amigo imaginário dos adultos. Esse amigo imaginário que explica o que não tem explicação e que nos cria a ilusão de conforto quando o destino se nos afigura sombrio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Bolhas de sabão. Voam aleatoriamente chocado umas com as outras, aproximando-se, repelindo-se… Umas chocam e rebentam… Outras chocam, resistem, afastam-se… e depois rebentam. Outras chocam, fundem-se, e depois rebentam. Somos todos bolhas de sabão. Voamos aleatoriamente. Rebentamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E neste voo aleatório criamos a ilusão de que podemos controlar a trajectória. Criamos a ilusão de que podemos cobrir a nossa bolha transparente com cores opacas. Mas as cores são apenas o reflexo do Sol. Nós criamos a ilusão. Deus tem um sentido de humor muito peculiar. Cria as bolhas e depois fá-las rebentar. Diverte-se deixando que as bolhas de sabão voem numa entropia, pululando entre emoções, desejos e projectos…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mas todas rebentam… Mesmo as que acreditam que não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Em algumas delas a ilusão torna-se tão crível que quase parece realidade. Há mesmo quem acredite ter uma cor opaca. Há quem ouse afirmar que controla a cor que reflecte. Há quem fique tão obcecado pela sua cor, há quem acredite que é tão opaco que chega a pensar que é pedra, em vez de bolha. Mas as pedras não voam. Nem sequer voam aleatoriamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Voemos. Deixemos que o destino nos conduza, sem criarmos ilusões. Não tenhamos a ousadia de pretender controlar a nossa trajectória. Voemos. Escutemos a música que se cria pelas bolhas que colidem. Apreciemos as cores criadas pelo reflexo do sol, mais do que aquelas que as bolhas pretendem fantasiar. Mas saibamos que somos apenas bolhas de sabão que voam aleatoriamente. Todas rebentam… mais tarde ou mais cedo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-116689838143234038?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/116689838143234038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=116689838143234038' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116689838143234038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116689838143234038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2006/12/bolha-de-sabo.html' title='Bolha de Sabão'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-116561391693598889</id><published>2006-12-08T21:38:00.000Z</published><updated>2006-12-08T21:38:36.943Z</updated><title type='text'>Pedaço de História</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Às minhas avós&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;À avó Rosa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Subi a rua a correr. Sentia os sapatos escorregarem ligeiramente no paralelo molhado. Chovia. A tarde estava a meia-luz, pois o Outono estava de partida e o Inverno começava a instalar-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Para entrar na casa da avó Rosa bastava levar a mão ao puxador e rodar. Estava sempre destrancada. Entrando, sentia-se o cheiro de madeira antiga, de uma casa igualmente antiga. Sentia-se até, o cheiro da humidade. Era o átrio. Tinha de subir as escadas,.. de madeira oca, barulhenta, forradas com alcatifa encarnada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Atirava a pasta (ainda não havia mochilas, não em Darque, pelo menos) para o cantinho do corredor. Sim, porque a casa da minha avó estava cheia de cantinhos mágicos. Alguns serviam até para eu me esconder ou brincar com a Roseta (a cadela Pequinês com mau feitio…).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Na mesa estava uma chávena de leite quente com cevada. Leite de vaca… ordenhado nessa mesma tarde. Trazido pela Alice, até casa da minha avó, num cântaro de inox. Lanchava, comia o pão com marmelada, também feita pela avó Rosa… ah!! Grande, enorme, inigualável avó Rosa… O teu nome diz tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A noite aproximava-se… o corredor, o dos cantos secretos, ficava escuro… os candeeiros de luz azul davam um tom pálido ao lusco-fusco. O aquecedor de varetas que “aquecia” a casa e assustava a humidade conferia um tom alaranjado ao chão em soalho meticulosamente encerado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Fui para a salinha da Televisão. Na casa da minha avó havia uma salinha de televisão. Mas televisão com T grande… tinha primeiro de ligar um aparelho … esperar que aquecesse... e só depois a televisão a “preto e cinzento” funcionava…&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Enquanto esperava, olhava o sofá… sempre no mesmo sofá, normalmente com a cadelita ao colo.. a avó (Bisavó) São. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;- Vó-o.. hoje estudei os reis… quem fundou Portugal foi o D. Afonso Henriques… e D. Dinis mandou plantar o Pinhal de Leiria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;- … E de Azambuja e do Camarido… acrescentou o avô Tóne.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A avó São sorriu. Sempre de olhos fechados, quase nunca os abria… estavam cansados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;- Quando eu era pequenina – continuou a avó São – veio um senhor cá a Viana. Eu nem me lembro bem… mas bem me lembro de nos termos vestido todas muito arranjadas. E vários dias antes termos começado a apanhar flores para encher cestos com pétalas. E lá fomos todas atirar pétalas ao senhor e Gritar “Viva El-Rei Manuel”…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Eu… que nem do tempo do Salazar sou, escutei atónito aquelas palavras, e perguntei-me o que fora nesse dia fazer à escola. Aprender a história num livro, como se fosse ficção… quando parte dela estava sentada no sofá da salinha da avó Rosa, com a Roseta a dormir no colo… &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hugo Pinto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dezembro de 2006&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-116561391693598889?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/116561391693598889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=116561391693598889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116561391693598889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116561391693598889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2006/12/pedao-de-histria.html' title='Pedaço de História'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-116164711916005448</id><published>2006-10-24T00:44:00.000+01:00</published><updated>2006-11-18T18:57:52.336Z</updated><title type='text'>A Grande Corrida à  Felicidade….</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Todos os homens, mulheres e crianças, capazes de montar a cavalo, deviam comparecer junto do adro da igreja no dia seguinte, pelas oito da manhã. A corrida à felicidade ia começar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;No dia marcado e à hora marcada compareceram todas. A palavra passou de boca para orelha e da orelha para a boca e perseguiu este ciclo até que todos da aldeia e das aldeias vizinhas soubessem o caso que ia dar-se. E todos viram naquela a derradeira oportunidade de agarrarem o que toda a vida perseguiram: a Felicidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Homens, mulheres e crianças. Ricos, pobres e remediados. Todos compareceram no dia e na hora marcada. Ninguém quis deixar de participar naquela corrida em que todos iam ter direito a conquistar o seu quinhão de felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;As regras eram simples. Havia algures, ninguém sabia exactamente onde, uma imensidão de felicidade. Tudo o que tinham a fazer seria cavalgar o mais que pudessem e agarrar o quinhão de felicidade que mais lhes aprouvesse. E havia felicidade de todos os tipos e para todos os géneros. Era questão de se a procurar e alcançar, ali... à distância de um braço e uma mão aberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;À hora marcada deu-se o sinal de partida. Todos cavalgaram… atropelando-se… espezinhando-se… e correram... correram...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Uns correram sem parar porque nunca encontraram a Felicidade suficiente para se sentirem satisfeitos... e nunca pararam de correr…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Outros nem sequer encontraram felicidade de qualquer espécie. Pura e simplesmente não a encontraram. Juntaram-se num bando e resolveram regressar e pedir justificações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Quando estes chegaram… encontraram uma criança. Uma criança que brincava com um gato. E sorria, alheia a tudo o que a rodeava. Homens e mulheres entreolharam-se. Sentiram-se ultrajados. Haviam partido em busca da felicidade mas alguém a havia roubado e trazido para o lugar de onde tinham partido. Haviam sido enganados!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Foram ter com a criança e questionaram-na:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;- Quem te deu essa felicidade… que usas assim displicentemente, enquanto brincas com esse gato?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;A criança respondeu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;- Eu estive sempre aqui, sozinho, a brincar com o meu gato. A Felicidade?!? O que é isso?? Eu só sei que gosto de brincar com o meu gato…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Hugo Pinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;23 Out. 2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 234pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Gato que brincas na rua&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 234pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Como se fosse na cama&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 234pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Invejo a sorte que é tua&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 234pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;Porque nem sorte se chama&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 234pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;F. Pessoa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-116164711916005448?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/116164711916005448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=116164711916005448' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116164711916005448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116164711916005448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2006/10/grande-corrida-felicidade.html' title='A Grande Corrida à  Felicidade….'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-116074726163375256</id><published>2006-10-13T14:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T02:35:48.736+01:00</updated><title type='text'>Procura-se um Amigo</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:6;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Vinícius de Moraes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;   &lt;p&gt;     Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;     Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;     Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;     Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-116074726163375256?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/116074726163375256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=116074726163375256' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116074726163375256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116074726163375256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2006/10/procura-se-um-amigo.html' title='Procura-se um Amigo'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35910259.post-116066602583401918</id><published>2006-10-12T15:56:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T12:29:55.716+01:00</updated><title type='text'>A NEW LIFE IS BORN</title><content type='html'>O título não é original ... faz parte da letra de um imortal grupo de pop-rock: The Queen.&lt;br /&gt;Mas com certeza o Freddy perdoar-me-á o plágio, visto que neste caso, o nome vem a propósito. Nasceu uma nova "vida"... Este blog: "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;pensoblogexiste&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;objectivo&lt;/strong&gt; deste blog é, tal como o de muitos outros, partilhar os pensamentos que me atravessam o espírito... partilhá-los, e receber os respectivos feed-back. Pensar é uma das expressões máximas da existência humana. A acreditar em &lt;em&gt;Descartes&lt;/em&gt;... se penso... logo existo! E o que mais é a vida de todos nós, senão uma busca constante pelas razões da nossa existência.?!Para isso, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;para existir... é preciso pensar!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Destina-se&lt;/strong&gt; sobretudo áqueles que me conhecem... é a pensar em vocês que eu escrevo. Nasce pela importância das recentes mudanças na minha vida... e pela importância que cada um de vós teve nessa mudança... nesse crescimento. Partilhar os meus pensamentos é uma forma de vos homenagear... de mostrar o quanto vocês tem sido importantes para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é apenas um texto de apresentação, daquele que espero que seja um projecto pessoal, partilhado, extremamente enriquecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos vós... Bem hajam!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Pinto&lt;br /&gt;12.10.2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por isso escrevo em meio&lt;br /&gt;Do que não está ao pé,&lt;br /&gt;Livre do meu enleio,&lt;br /&gt;Sério do que não é.&lt;br /&gt;Sentir? Sinta quem lê!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;F. Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35910259-116066602583401918?l=pensoblogexiste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/feeds/116066602583401918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35910259&amp;postID=116066602583401918' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116066602583401918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35910259/posts/default/116066602583401918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensoblogexiste.blogspot.com/2006/10/new-life-is-born.html' title='A NEW LIFE IS BORN'/><author><name>Hugo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12625811002305373824</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
